Rio - Os números jogam a favor do Flamengo, e nem o histórico de empates parece ser capaz de amedrontar a torcida rubro-negra. Desde 26 de maio de 2010 que o time não é derrotado por um rival carioca. Desde que perdeu para o Fluminense naquela ocasião, foram 17 duelos com os grandes do Rio, com seis vitórias e 11 empates. Nesta quarta-feira, porém, uma igualdade, placar mais comum no histórico recente, não classifica a equipe de Joel Santana para a decisão da Taça Guanabara. Neste caso, a vaga seria decidida nos pênaltis. Nada que assuste a Nação.
Desde 2004 o Flamengo não sabe o que é perder uma disputa de pênaltis. No ano passado, o Rubro-Negro derrotou Vasco, Fluminense e Botafogo dessa forma, na campanha invicta do título estadual. Entre a sorte e a competência, Joel prefere se precaver. Por isso, na terça, colocou todos os jogadores para treinar cobranças da marca da cal. O retrospecto traz confiança, mas certos rituais não podem ser abandonados, como o hábito do goleiro Felipe de proteger a meta com um terço estendido na linha do gol.
“Qual brasileiro que não tem superstição? É uma cor de camisa, um perfume, uma maneira de ser, entrar com o pé direito... Aí o cara erra a passada e volta porque aquela não valeu. Vai dar chance ao azar?”, brincou Joel que, no entanto, não abriu mão da prática.
“Não custa treinar, os goleiros estão muito estudiosos. Pênalti é momento. Imagina bater pênalti com 40 ou 50 mil pessoas no estádio? O gol fica pequeno para quem bate e grande para quem defende”, ensinou.
Em 2011, o goleiro Felipe pegou dois pênaltis contra o Botafogo de Joel e foi o herói da conquista da Taça Guanabara. Na Taça Rio, defendeu outros dois diante do Fluminense, na semifinal. Na decisão, o Rubro-Negro derrotou o Vasco, também nos pênaltis.